Por Marcos Simões

 

Certa vez uma empresa foi assaltada por um bando de pessoas com o uniforme da própria organização. Foi o preço que a empresa pagou pela falta de controle no fornecimento e devolução do uniforme da empresa.

 

Como os bandidos tinham tanta informação sobre a organização? Suas salas, os responsáveis por cada setor, etc?

 

Este caso não foi solucionado como na maioria das situações. Mas uma coisa é certa: se as empresas continuarem a “abrir as suas portas”  sem os devidos cuidados para candidatos que na verdade não possuem a intenção de trabalhar na empresa certamente este tipo de ação continuará a acontecer.

 

A origem do problema está no processo. O processo da gestão de pessoas. O presente artigo vai discutir  como aumentar a blindagem da empresa contra eventuais problemas deste tipo.

 

 

 

Quanto menos tempo melhor

Quanto mais afastado da decisão final o processo estiver, menor o tempo em que o candidato deve permanecer na empresa. O procedimento exige uma entrevista enxuta, direta e objetiva. A entrevista por competências é a melhor.

 

Estrutura descolada da estrutura

As salas para os processos seletivos devem ser isoladas da estrutura da empresa. Monte uma estrutura a parte ou terceirize a fase massificada da seleção de pessoas.

 

Contrate uma consultoria

Com o procedimento será possível apenas entrevistar os 3 candidatos melhores para a vaga. Informações já checadas. Economia de tempo e dinheiro na fase massificada onde geralmente a empresa recebe 150 currículos  por vaga. No balanço final vale mais a pena. Caso a sua empresa tenha um grande volume de seleções é possível negociar um pacote especial com a consulotoria.

 

Processo cirúrgico

As empresas precisam obter o máximo de informações sobre os candidatos ANTES de convida-los para uma visita na organização. Faça uma mini entrevista, por telefone,  para checar informações ambíguas ou com pouca exatidão. O que é essencial perguntar para os candidatos a um determinado cargo? Vai poupar a frustração de ambas as partes pois um encontro presencial custa tempo e dinheiro para ambas as partes.

 

Contato com ex-empregadores

Coloque esta etapa como uma fase importante para a decisão de chamar um determinado candidato. Não será possível com candidatos que estejam trabalhando mas é possível checar os dois últimos empresas/estágios.

 

 

 

Marcos Simões – Gestor da rhfacil (visite www.rhfacil.net) Psicólogo Organizacional com especializações em Gestão de Pessoas (PUC IAG MASTER), Marketing e Legislação Trabalhista. Atua na área há mais de 10 anos. Atualmente assessora diversas empresas em projetos de gestão de rh, gestão por objetivos, gestão de vendas, treinamentos e planos de incentivos. Email: marcos.@rhfacil.net

SELEÇÃO DE PESSOAL E A QUESTÃO DA SEGURANÇA NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

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VEJA A SEGUIR:

 

DESAFIO RH: DO “CAOS” CENTER AO CALL CENTER

Desafio RH - do “Caos”  Center ao Call Center

 

A vida em um call center não é fácil. Pressão por todos os lados, prazos curtos, clientes cada vez mais exigentes. É bom que você, leitor, relembre os desafios no início do nosso artigo. Você pode ser um ex-funcionário de uma "caos" center. Você pode ser um funcionário atual. Pode ser que você seja um gerente ou que trabalhe no rh.

As empresas do segmento destruíram a sua imagem no Brasil. SP criou uma lei onde o cliente autoriza ou não o recebimento de contatos. Agora é opcional por parte do cliente. Muitos clientes simplesmente "desligam na cara do
atendente" quando desconfiam da ligação. Toda ligação é suspeita até que se prove o contrário. Mais pressão e limitações.

Algumas empresas já estão considerando a mudança de ramo. Uma das maiores (não vou mencionar o nome) está migrando para outros segmentos. A "referida" gigante está indo para o setor de promoção de vendas.

As que pretendem continuar no segmento precisam entender os principais problemas.
Como consultor vejo alguns problemas crônicos:

Departamentos desintegrados
O departamento comercial de muitas organizações acha que basta vender. De um dia para o outro anunciam "conseguimos um mega-contrato: 3.000 posições". A noticia deveria ser ótima porém como
foi anunciada de um dia para o outro... e com a mensagem complementar para o rh "se vira! ...A minha parte (que foi vender) eu já fiz!".

O certo seria o departamento comercial "falar" com o rh com antecedência. O RH deveria conquistar a parceria interna. Trabalhar como um verdadeiro time. O rh poderia trabalhar de forma antecipada. Selecionando e treinando com um prazo maior.

Política de RH "jurássica"
Existem grandes empresas que inclusive trabalham com organizações com o selo da ETHOS que não permitem que os pobres operários das baias façam  as suas necessidades fisiológicas. Nem no tempo das
cavernas a gestão de rh funcionava assim.

 

Lideres sem capacitação
Já tentou falar com um supervisor de telemarketing ou um back-up? Provavelmente você não conseguiu. Somente líderes preparados acompanham decentemente as suas equipes. Somente grandes lideres treinam, motivam, inspiram. Lideres deficientes se escondem. Lideres deficientes também fazem vista grossa e simplesmente aceitam.

Seleção de Pessoal não sofisticada
Recrutamento é a arte de atrair o maior números de candidatos qualificados para uma determinada área. Seleção toma a decisão de quais os melhores. Quando você recebe a ligação de um telemarketing quase sempre você tem a certeza de que a empresa "escolheu os piores". Seleção é decisão. Seleção requer tempo.
As boas seleções.

Falta de investimento em Desenvolvimento de RH
Se treinamento, que prepara para o cargo atual, já é raro. Imagine desenvolvimento que prepara para o "próximo cargo"? Se as empresas não oferecem o básico que é inspiração, respeito, amor pela atividade; imagine a possibilidade de oferecer carreira. Veja o orkut e descobrirá várias comunidade do tipo "eu odeio a empresa X (de teleatendimento)!

Falta de valores organizacionais
Vender a qualquer preço? Isto é um valor. Um valor negativo. Empresas razoavelmente equilibradas planejam, organizam, aceitam apenas o que é razoável. Quando um diretor geral permite que todas as situações acima aconteçam
de forma negligente....é melhor eu ficar calado.

 

 

 

 

Marcos Simões – Gestor da rhfacil (visite www.rhfacil.net) Psicólogo Organizacional com especializações em Gestão de Pessoas (PUC IAG MASTER), Marketing e Legislação Trabalhista. Atua na área há mais de 10 anos. Atualmente assessora diversas empresas em projetos de gestão de rh, gestão por objetivos, gestão de vendas, treinamentos e planos de incentivos. Email: marcos.@rhfacil.net

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